Há dias que são feitos para se puxar pelo motor, em que o mesmo corresponde como se nada se passasse. Hoje foi um desses dias.
Programei um "treino" de duas horas. Tenho um circuito que dá duas e uns trocos e é esse que faço quando quero terreno +/- plano. Sabia de antemão que demoraria mais que as duas horas porque precisava de ir ao posto médico ver se a médica dava consulta amanhã. Como esperava não dá... E que para o final, pela primeira vez, teria uma subida que não é muito longa mas que feita com quase 60 kms nas pernas mói no motor.
Não é a primeira vez que faço este trajecto sozinho, estranho seria se fosse. Mas não coloquei objectivos para o "treino" a não ser, como sempre, dar o meu melhor consoante me sinta.
Desde que me sento na bike que sinto que hoje estava tudo bem para um óptimo "treino", daqueles raros para o meu lado. Aqueci, o tempo também ajudou a aquecer pois estava um sol belo e uma temperatura agradável para se pedalar. Depois de me sentir minimamente quente comecei a puxar pelo motor.
Quanto mais puxava mais ele dava, não me recordo de sentir assim... Vejo a média e estava a bater o record pessoal, mesmo quando fiz acompanhado, isto levantou-me bastante a moral e tentei ao máximo manter a média até final sabendo que seria complicado porque ainda tinha uma subida para transpor.
Complicado não é impossivel, foi isto que meti na cabeça e dei tudo para a manter. Baixei em cerca de 600 metros/hora a média até ao inicio da subida.
Subir, por si só, faria com que quebrasse mas cometi um erro de principiante. NÃO levei ponta de comida. Senti uma quebra de açúcar no sangue ainda antes de começar a subir e aí o ritmo baixou, apanhei uma descida que se faz a boa velocidade conseguindo recuperar até que na Mealhada apanho um vendaval de frente e lá se vão parte das energias, até que na subida final foi o resto.
Já tinha cometido este erro noutras ocasiões, ao inicio quando comecei a pedalar, mas nesta fase é inadmissível tal acontecer. Enfim, foi mais um abre olhos que poderia ter corrido pior...
Obrigado pela visita,
Marco Guerra
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