Rui Costa, um sorriso para seus fãs enviado do Tour de França.
O sprinter Mark Cavendish (Team Columbia) somou hoje a sua segunda vitória consecutiva numa etapa que terminou ao sprint.
Canvedish foi o mais forte após a longa tirada de 227.5 quilómetros, batendo ao sprint Tyler Farrar (Garmin-Transitions) e Alessandro Petacchi (Lampre-Farnese Vini), segundo e terceiro, segundo e terceiro classificados.
Esta sexta etapa deixou a classificação individual na mesma, onde Fabian Cancellara (Saxo Bank) continua a passear a camisola de líder.
O dia fica marcado por uma fuga de três ciclistas, Rubén Pérez (Euskaltel-Euskadi), Mathieu Perget (Caisse d’Epargne) e Sebastian Lang (Omega Pharma-Lotto), que saltaram do pelotão antes dos primeiros dez quilómetros. Este trio conseguiu rodar a 7m30s de vantagem perante o pelotão.
Mas a equipa de Canvendish queria mais uma vitória para juntar à de ontem. Assim sendo tomaram a iniciativa da perseguição aos fugitivos e anularam a fuga, quando outros dois homens se juntaram à frente da corrida, a menos de dez quilómetros para o final.
Na recta da meta, Cavendish voltou a festejar esta que foi a sua segunda vitória consecutiva e a décima segunda em etapas do Tour.
Os portugueses que se encontram em prova chegaram incluídos no pelotão. Na geral Rui Costa está em 28.º, a 3m14s de Cancellara, e Paulinho é o 120.º, a 12m17s.
A etapa de hoje ficou marcada por uma situação desagradável no final. O espanhol, Carlos Barredo , aguardou Rui Costa no final da etapa e partiu para a agressão. O Rui já falou aos seus fãs na página do facebook explicando na primeira pessoa o que realmente se passou.
“Nunca me tinha acontecido nada do género na minha vida:
Tudo começou já perto do final da etapa, numa altura em que todos os ciclistas procuravam colocar-se bem para a chegada. Ia eu sossegado, como sempre, quando passa por mim o Carlos Barredo, tocando-me pelo lado esquerdo e quase me deitou abaixo.
Protestei e disse-lhe para olhar por onde andava, pois já não era a primeira vez que me fazia tal cena. O Carlos não gostou, insultou-me, lançou-me um murro na perna esquerda e ficamos por ali.
Depois no final da etapa, estava eu no meu canto quando veio ter comigo e disse-me em alta-voz: "Agora bate-me". Fiz-lhe a vontade e fui embora. Depois veio atrás de mim com uma roda, agredindo-me de novo e aí foi o
Já no autocarro e de cabeça fria, o Carlos ligou para o meu colega Rojas e pediu para falar comigo, pedindo-me desculpas e reconhecendo que tinha agido mal. Eu fiz o mesmo e ficou ali tudo resolvido e esquecido. Peço a todos desculpas pela minha reacção mas compreendam que é difícil ficar quieto a levar pancada sem responder. Limitei-me a defender-me.
Agora é esquecer o que se passou e concentrar-me para a etapa de amanhã.
Mais uma vez desculpem-me. Isto nem faz nada o meu género.
Boa Noite a todos. :)“
Hoje conclui-se a terceira tirada de transição na disputa da camisola amarela e de protagonismo para os sprinters. A partir de amanhã o percurso muda de cenário entrando o pelotão nos Alpes.
A primeira entrada na montanha deste Tour pela dureza das suas subidas faz-se numa etapa de média montanha. Pela frente os ciclistas terão seis contagens de montanha, duas de terceira categoria, uma de quarta e três de segunda.
O grau de dificuldade aumenta conforme os quilómetros percorridos e terá o seu ponto alto na subida para a Côte de Lamoura (2.ª cat., 14 km a 5%), onde o ponto mais alto está apenas a quatro quilómetros da chegada.
Esta etapa poderá fazer mossa na classificação geral onde os trepadores esperam a primeira oportunidade de poder brilhar.

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